... o local onde grito sem medo, nem censuras...

24
Fev 10

Hoje (e apenas não hoje no pensamento), lembrei-me de falar em casamento.

Não, não me vou casar, e àqueles que lêem o meu blog e se lhes rasgou um sorriso com este título, podem desfazê-lo. Na verdade, durante anos a fio na minha inginuidade de menina, pensei variadissimas vezes no casamento e em particular, no meu casamento! Seria um dia mágico, o chamado dia da princesa, no fundo (apesar do noivo) o meu dia! Cheguei inúmeras vezes a imaginar-me de noiva, a entrar pela igreja, com o homem que tinha escolhido para a vida à minha espera no altar!

Sonhei com a beleza do momento.

Depois cresci, perdi um pouco da minha ingenuidade (e de outras coisas que me roubaram a possibilidade do vestido branco e da flor de laranjeira) e passei a ver o dia do casamento como a partilha em festa daquele momento mágico com os meus. A oficialização, a assunpção do meu amor para os que amo.

Depois cresci mais um pouco, deitei completamente por terra esta minha ingenuidade e tirei completamente de cena a visão do casamento. Talvez tenha coincidido com a minha actual relação (estranho não?). Mas na verdade, achei que o amor de tão forte que era não precisava deste dia, desta oficialização pública e legal. Precisava apenas de nós, os dois a par e passo neste amor. O casamento seria apenas um adereço desnecessário...

Hoje voltei a olhar com outros olhos, não é o dia (que claro, seria maravilo e único), mas direitos e deveres legais que me fazem sentido. Não me quero alongar muito nesta visão, mas viver com alguém em união de facto não é nem perto um casamento. Um casamento é muito mais, e eimplica muito mais. É uma entrega total, um assumir de tudo para nós e para os outros. E aqui reside a grande diferença. Nestes dias falei-lhe em casamento, e mais uma vez, não com o vestidinho e a marcha nupcial, mas com um contrato sim. Um contrato que deixa claro tudo a que temos direito (e entenda-se o direito a estar com). Não fui "bem ouvida", mas não faz mal. Esta é a vida que me vão permitindo a ter e que eu por amor vou aceitando. De qualquer das formas, retirem do calendário o 11.11.2011 (porque esse será apenas outro S. Martinho) e acentem no calendário o mesmo dia daqui a uns 30 anos. Deixei assente que se passar uma vida inteiro ao lado dele, quero casar nessa altura, porque quero poder ter o resto dos dias ao seu lado sem impedimentos legais!

Meus queridos, esta coisa dos casamentos não é vista pelo lado certo!

 

publicado por Ovelha Negra às 13:41
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