... o local onde grito sem medo, nem censuras...

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Dez 09

De vez em quando sinto-me invadida por uma vontade estranha e muito pouco definida de rever e reler o que em tempo tatuou o meu ser. E ainda agora, que já considero que entrei no mundo dos quase adultos, reparo como em pouco tempo posso fazer algo totalmente contrário do que em tempos senti. Ou então não! Ao rever estes textos constatei que seria suposto manter o meu espaço sem ser privado, pois não me faria qualquer sentido esconder-me atrás de pastas privadas. E na verdade, pouco tempo depois impedi que me “controlassem” através de olhares menos discretos e menos equilibrados na realidade. Hoje posso voltar a tornar público este espaço, porque sim, há claro uma razão para tal ter acontecido. Costumo com alguma (apesar de agora não tanta) regularidade actualizar por palavras mais vagas, aquilo que se vai cá passando na minha pacata vida. Qual não é o meu espanto, quando alguns títulos pessoais e directamente dirigíveis atacavam pessoas a quem muitos chapéus devem servir, inclusive aqueles que não lhes são de toda sua propriedade.

Achei por bem não alimentar qualquer tipo de resposta, sei bem de experiência própria que trocas de palavras menos felizes não nos levam a nada, a não ser a marcas que ultrapassamos mas a bem ou a mal continuam lá para serem recordadas. Ora, sem qualquer resposta, porque a atitude não era dirigida a quem a interpretou, decidi com toda a consciência restringir o meu avariado hi5. Hoje já passaram uns meses, parece-me que não há qualquer problema, apesar de ainda não me sentir capaz de partilhar as fotos, tenho medo de alguns comentários menos felizes que confesso que me aborrecem. Não há cá tempo para isso.

Com isto tudo, devo partilhar como tão bem aprendi que as amizades não são para sempre (agora sim, é à medida da cabeça), mas que têm tempo e às vezes prazo limite. Que por vezes, por muito que tentemos manter o que existia, os dois lados não se encontram sintonia. Sem dúvida que em determinada altura e provoca alguma dor (bem, a mim provocou, mas na realidade tive que esperar dois anos para poder falar sobre ela), mas depois perde o sentido. É como os castigos, ou são na hora, ou a longo prazo perdem a relevância de existir. E assim foi, pena tenho que o último contacto não tenha sido uma preocupação (que poderia ter razão de existir), mas sim um ataque. Foi aí que percebi que não valias, nem merecias o trabalho. Aí, colacas-te tu o ponto final necessário. E agora, passados uns meses existe uma resposta. Reforço, resposta e não pergunta, porque aquilo que pensas ou dizes me diz muito pouco ou nada. Convenhamos que já provas-te não ser bom exemplo de boas práticas, e em relação à amizade que era o que supostamente nos unia… bem ainda bem que tenho outros amigos excepcionais para estarem a meu lado nos bons e maus momentos enquanto vivias a tua vida apenas a dois. Felicidades!

E é quando pensamos nestes pormenores todos, que nos damos conta de como é fácil errarmos. Fácilmente páro e ponho a mão na consciência, erro a “dar com um pau”, e confesso que tenho o coração na boca, o que nem sempre joga a meu favor. Mas hoje paro, olho para trás, e sim, reconheço imensos erros. Não me sinto má pessoa, nem tão pouco me assustam terem ocorrido. Fazem parte de uma certa ocorrência temporal que bem ou mal fez parte da minha vida e ajudou-me a reeducar-me. Hoje olho para trás e muitas coisas não repetiria, mas claro, com todo o conhecimento de causa que hoje tenho. No entanto, acho o meu ser pertencente a alguém em condições!

 

 

publicado por Ovelha Negra às 20:18

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