... o local onde grito sem medo, nem censuras...

16
Fev 10

Saying I love you
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words
Now I've tried to talk to you and make you understand
All you have to do is close your eyes
And just reach out your hands and touch me
Hold me close don't ever let me go
More than words is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say that you love me
Cos I'd already know
What would you do if my heart was torn in two
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you
More than words
 

publicado por Ovelha Negra às 21:41

Há realmente alturas assim, em que um rol de situações ocorrem e por preguiça, falta de tempo e mesmo de vontade não escrevo.

Mas cá estou de volta, este espaço no fundo é o meu diário. Um pouco secreto, um pouco nem tanto. Mas na verdade não é absolutamente público. É partilhado com quem eu quero, com quem não me importo que entre na minha vida...

 

O dia 12 de Fevereiro de 2010 passou. não quero dizer muito de novo sobre ele. Foi um dia que me marcou para sempre na minha vida, de forma negativa, de forma absolutamente dolorosa. Ano após ano a dor é maior, mas também cada vez mais suportável. Enterrar um amor tão grande é impossivel. Neste dia, e ainda em jeito de recuperação daquilo que de momento me magoa, derramei as lágrimas que já não conseguia conter. E apesar de tudo, pus aquela minha capa de super herói quando recebi dele a noticia que o avô tinha morrido. Fiz-me de super forte, e aguentei ao lado dele o que ele próprio não queria deixar sair. E o dia findou, com um momento alto, o pico, quando me perguntou se um dia quando tivéssemos filhos iria ficar assim neste dia... não sei, são muitos se's... também me perguntou se não acho que a minha decisão compensou, porque se não tivesse vivido o que vivi no dia 12 de Fevereiro de 2007, não estariamos juntos... pois, confesso queainda hoje preferia ter ficado pelo terramoto que se sentiu pelo país (e que eu nem dei conta...).

O dia a seguir foi duro... (mas não há descanso?). Arranquei ao seu lado para Ponte da Barca, direitos a um velório que nenhum dos dois tinha muita vontade em estar, mas a vida também é feita de situações desagradáveis, e pelos outros há que aguentá-las. Lá estive a seu lado, e claro, como em qualquer lado, as pessoas só se juntam todas quando alguém se casa ou quando morre alguém... independentemente das razões (dolorosas ou não), na verdade lá estavam todos. E pela primeira vez em muitos anos a familia esteve junta. E como depois da tempestada vem a bonança, gosto para olhar para os momentos que se seguiram como alegres. Nunca o senhor pensou que seria neste momento que todos os filhos, muitos sobrinhos, os netos e senhoras que vivem com eles se juntassem. Mas lá estávamos todos, com cobertores, pés congelados, mas lá estivémos! Foi agradável no fundo.

Claro que por mim passava um friozinho na barriga por conhecer os tios que não conhecia... claro que me deixou nervosa... mas foi sem dúvida muito agradável!

 

No dia a seguir deixou-me em Viseu. Nunca tinha lá estado, e o sábado em Ponte da Barca roubou-me mais um pouco da cidade, mas não faz mal, porque o prémio grande foi acordar na segunda-feira e nevar! A cidade ficou toda branquinha, coberta por um cobertor fofinho de neve que adorei destruir a construir bolas de neve com os miúdos. São mesmo as pequenas coisas que nos trazem felicidade. Que nos fazem sorrir, e por muito frio que estivesse, a alegria aquecia-nos a todos.

 

Passou também o dia 14, dia dos namorados dizem!...

Lembro-me dos tempo em que o comemorava, em que era uma data importante, e motivo de festejo... depois acabaram os namoros! lol. Atenda-se um pormenor importante para falta de comemoração. Não escondo que foi um dia a que já dei por demais importância, mas depois veio o Nuno, que não liga (diz ele). Apesar de tudo deu-me o direito a uma surpresa há dois anos, linda claro, sobre a qual já aqui escrevi, mas não a esperava. E a cada ano que passa não a espero de volta. Não minto que seria bonito, apenas porque sim, mas as recordações que tenho não são com ele, e dias de namoro, bem na verdade nunca existiram para nós, somo amigos, nunca fomos namorados (já sei querido que detestas que diga isto, mas quem me convenceu a pensar assim foste tu! Ora, se não somos nem nunca fomos namorados, se não somos casados... somos amigos! Vá amantes, companheiros, whatever! lol). O dia passou junto da minha Alcateia no frio de Viseu, e esse é do melhor calor humano que se pode sentir!

 

E hoje foi Carnaval! O dia esteve chuvoso... mas boa parte da manhã fois passada na cama (sim... eram quase 14h!) e então? Foi para a recuperação da noite, festa na Casa del Bairro, com umas asas de morcego!!! Espectáculo! O cansaço é que não deu para mais, mas a festa estava por demais!

 

E por fim, hoje quando me levantava parei para pensar novamente na minha vida. Tentei afastar da minha cabeça o sentimento de pegar na mochila e partir... ir viver a vida, fazer outras coisas, conhecer outras pessoas, dormir noutros sitios, comer e beber coisas novas... Não sinto o peso da monotonia não é isso. Não é uma questão de cansaço da rotina, é mesmo uma questão de dúvida. E não daquilo que sou ou daquilo que faço, pois levanto-me com o maior dos sorrisos para ir trabalhar. Gosto realmente daquilo que faço e de onde o faço, no entanto a vida não é só psicologia, é também uma relação.

E esta, não se sustenta apenas e só com amor. Sim ele existe, em larga escala, mas neste momento, depois do que já vivemos e passámos, é preciso mais. Aquele suporte que ele a medo quis demonstrar depois de perceber como me senti. Mas agora, agora que penso nisto tudo muito a sério, tenho receio em agradecer a disponibilidade, pois agora sou eu que não sei se a quero. Não quero favores, nem caridade, quero apoio com gosto, com vontade. É isto que se pede a alguém que já se sentiu para a vida.

Hoje continuo a repensar cada vez mais determinadas decisões que sentia assentes. Hoje abri outras hipóteses. Apenas porque a vida são dois dias... e o Carnaval acabou agora!

 

Por fim hoje mudei o meu visual de blog!!! O rosa é uma cor que não só adoro como gosto de ma ver! A ver se a minha vida ganha cor, e se não me deciso a correr mundo só porque sim. E porque eu sou assim mesmo, uma lunática que corre atrás das coisas só porque sim, só porque a vida tem de saber sempre bem.

Isto das músicas remexerem totalmente em mim tem de acabar...

 

E termino este enorme post ao som de More than Words, porque passa mesmo por aí, mais que palavras, mais que isto, o gesto, a demonstração!

publicado por Ovelha Negra às 21:10
sinto-me: lunárica, triste/calma/feliz
música: More than Words

11
Fev 10

Esta necessidade de chorar está a dar cabo de mim... as lágrimas persistem no olhos, e a luta para que não desçam est´a vencer-me...

Este mês tem sido um mês complicado. E confere que ainda nem a meio do mesmo chegámos. Mas eu sabia que ia ser assim. Decidi fazer uma aposta na área, formar-me para poder garantir o meu posto de trabalho aqui ou em qualquer outro lado. Isso obrigou-me a gastos. Gastos que não são por vezes totalmente controláveis. Mas tinham que ser feitos. Preferia correr o risco de ficar a zeros, mas encher o meu curriculo. Tinha que ser. Mas nesta altura constatei que não tenho dinheiro para pagar a casa. Sim, e a título de desespero pedi à pessoa com quem a partilho. Depressa me arrependi. escrevi uma mensagem envolta em lágrimas. Que assim que deu enviada me arrependi de a ter escrito. a resposta não se fez tardar. Se precisares diz.... Sim preciso, preciso mesmo e preciso muito. Foi nessa altura que me deixei lavar em lágrimas, e que percebi que não somos um casal, Pelo menos como eu nos vía. É verdade que as coisas foram levadas com calma. A medo, com segurança caso corressem mal. Mas há um ano que vivemos juntos e que se supõe que continuemos... mas se calhar é apenas a minha vontade e a minha visão.

Não estou a ser capaz de organizar o meu pensamento para deixar claro em palavras aquilo que sinto, mas vou tentar na mesma. Não me vejo como parte de um casal. Somo apenas dois seres que se amam é certo e que coabitam na mesma casa. Que eu entendia como dos dois, que cada vez mais entendia desta forma, mas que quando precisei... a única resposta que obtenho é "se precisares"... se calhar é egoismo da minha parte, se calhar sou eu que vejo mal as coisas, mas senti que podia fazer esta aposta na profissão, porque tinha o colo quando precisasse. Que se algo corresse mal ele estaria para me apoiar. Porque uma relação a dois, no ponto em que nos via era isso. Mas percebo agora que vi mal as coisas.

Neste momento choro comçulsivamente enquanto escrevo, e está também a ser uma luta para que não fique com o rimel todo espalhado na cara.

Hoje dói-me por duas razões, por estar a passar um dificuldade financeira, que nem é a que mais me preocupa pois, sei que dentro de 1 ou 2 meses se resolve. E sei que esta foi a aposta certa, que fiz bem em gastar este dinheiro. Esta parte passa em breve... eu sei. O que me dói foi o não apoio...

Não consigo, simplesmemente não consigo escrever agora. Chovem-me as críticas em vez do suporto. E quando me imaginava numa relação séria, a dois, imagina um apoio e suportes constantes. Percebo agora que essa não é a minha situação, e que mais facilmente tenho o apoio de outras pessoas do que daquela com quem decidi partilhar a vida. No fundo, acho que tenho mesmo é de ponderar esta decisão. Se faz sentido ter escolhido quem escolhi, se será o meu apoio que se tem demonstrado não ser, se deverei preocupar-me com outras coisas que quero.

Está na altura de fazer instrospecções na vida...

 

A quem rapidamente se disponibilizou, obrigada, é assim que me provam que confiam em mim, e que eu valho a pena, e que vale a pena apostar naquilo que eu gosto e quero. Como vos amo.

 

A ti, bem, simplesmente não somos a dois...

publicado por Ovelha Negra às 11:55
sinto-me: Triste

08
Fev 10

Desculpa-me postar uma carta a ti dirigida. Mas não te preocupes, quem não priva comigo não sabe tudo e quem priva percebe tudo!

 

 

 

"Já tinha lido a tua msg ontem, mas com a correria que até ao fim-de-semana se sente, foi impossível. E depois há o pormenor de sentir que o que escrevo não pode deixar dúvidas, o que ainda exige uma atenção redobrada nas palavras.

Tens razão era sobre ti. Deixar as palavras soltas é mais fácil para deixar as pessoas a pensar sobre elas. Mas não era só para ti, era para ele e para outros que não têm nada a ver com esta história cinematográfica.

Enfim, há frases que também se aplicam a diferentes pessoas e situações, mas sim estavas incluída.

Na verdade eu não sei metade da mágoa que tu ou ele possam sentir. Sei de certeza que ele agiu de forma muito errada e que certamente quebrou a tua confiança. sei que ele sentiu que quebras-te a sua confiança porque simplesmente achava que tu tinhas toda a situação clara na tua cabeça, e que se viam um ao outro da mesma forma. Sei que ele te adorava, e me chegou a dizer ainda na altura fatidica de partilha o quão importante eras para ele e como em diversas alturas importante da vida dele tinhas estado ao lado. Não me entrou com muitos pormenores da forma como era para ti, não interessava, não queria que também eu confundisse as coisas. E durantes meses a fio isto foi principalmente um dilema na cabeça dele, mais do que para mim ou para ti. Eu não sabia de nada, não lhe controlava a vida, não sabia de ti, nem de nada. Estava feliz e presa a um conto de fadas que só mais tarde percebi que tinha sido falso. Ele simplesmente não sabia o que fazer, e em relação a isto deve ter desabafado mais contigo. O compromisso, o poder entrar de novo numa relação acarretanto tudo o que ela trazia atrelado era demais. assumir uma nova paixão era um risco demasiado sério. E esqueceu-se que tu como amiga, que tinhas estado sempre lá, que estarias independentemente do prazer carnal ou não, também tinha o coração a mexer. Tu própria me disses-te isso, que tinha sido a pessoa que mais tinhas amado. Palavras se calhar proferidas numa altura de dor.

Sabes, em tempo me arrependi de insistir em perguntar-te fosse o que fosse. sei hoje que a resposta nunca seria o que eu queria e estava preparada para ouvir. Ainda hoje não quero saber pormenores dessa altura, e ponho uma volta enorme em cerca de um ano e tal da minha vida com ele. Mas enfim.

Sim, é verdade que tenho pena do vosso terminar de amizade, tenho pena que ele não tenha sido homem, e que tu não tenhas deixado a paixão de lado. Nunca privei contigo, nunca te ouvi no papel de amiga (que se calhar nunca vai existir), mas era capaz de apostar que também tu não eras 100% capaz de afastar os braços que te agarravam. Eras a segurança presente que se as coisas entre nós corressem mal, se eu lhe virasse as costas, se eu o deixasse (porque já era assim que ele via apesar do não compromisso, pois iria doer-lhe da mesma forma), tu estarias lá, para tudo, mesmo para ilusão da loucura sexual, pois no fundo, estiveste sempre, e isto chegou a acontecer…

Foram os dois (e eu também) completas crianças. Notoriamente os dois não souberam crescer, não souberam analisar tudo aquilo que sentiam e dizer e fazer o melhor. Compreendo que tivesses falado comigo em Abril, compreendo que estivesses magoada a tal ponto que nem quisesses saber. Mas tu, sabias muita coisa, Sabias quase tudo! Eu por exemplo não sabia nada… a não ser o que me ias dizendo, porque ele nunca foi capaz de assumir (tal era o medo, e sim, era medo de perder). Mas tu sim, e sei também que o conhecias muito bem, que sabias perfeitamente o que ele estava a fazer. Que sabias que ele ia mentir na tua cara. Que te ia chamar mentirosa à minha frente. O risco era demasiado grande entendes? E entendo que isso te tenha doído mais que tudo.

Não entendas as minhas palavras como estando a desculpá-lo, nada disso, não entendas as minhas palavras como estando a culpar-te também não! Aliás, muito menos isso! O que estou a querer dizer é que ele errou sim, errou muito, foi totalmente uma má pessoa e um péssimo amigo, mas ele revelou-se a ti, e tu e apenas tu sabias que a reacção dele ía ser essa….

Desculpa, não quero que entendas que não sei o que sentis-te, que não sei que te doeu como uma traição, mas também acho que te doeu mais porque baralhaste sentimentos, que julgo que ele sempre te foi claro em relação a isso. Não entendas as minhas palavras como dedos nas feridas, de forma muito pouco clara naquilo que estou a escrever, o que quero dizer é que nem tu nem ele foram totalmente incorrectos. Na verdade cada um defendeu o que sentia, e o que era mais importante. Nenhum de vós tinha as coisas claramente definidas…

Se ele nunca se tivesse apaixonado por mim, a vossa amizade teria sido sempre perfeita, mas tu continuarias sempre a ser apenas amiga, pois também nunca se apaixonou por ti, por isso continuaria sempre a doer-te, e iria continuar a repetir-te para te deixares levar… Se nunca te tivesses apaixonado por ele, seriam hoje grandes amigo, teriam ambos parado a tempo de evitar mágoas. E no fundo, tu já estavas magoada com ele antes de eu aparecer ou reaparecre na vida dele.

Desculpa E., leio isto e sinto que estou a ser dura, mas não é isso que pretendo… o que pretendo é dar-te a entender que adorava que vocês reatassem a amizade. Ele não fala comigo sobre isso, eu não puxo a conversa. Pedi-lhe que lesse o teu texto para ele no hi5 e mais nada. E sei o porquê de ele não falar comigo sobre isso, ele tem medo da mágoa, minha e dele. Mas sim, não posso negar que gostava que voltasses a privar com ele.

E não sou cínica, e não vou dizer que esta história toda não chegou a abalar o meu mundo, mas na verdade eu sou assim, quando me dói, dói muito mesmo, mas depois vem o tempo, as explicações e finalmente as resoluções. E sabes, sei que o Nuno é assim também (e tu também sabes isso), fica mais que zangado com alguém, está anos sem falar com essa pessoa se preciso, e depois aceita e pede desculpas, se calhar era capaz de partilhar aqui alguns casos que ele também te deve ter falado.

Não te digo que tens alguma obrigação de te aproximar, claro que não, tu saberás o que queres e se isso te faz sentido ou não. Quando escrevo algo, é apenas algo a que eu gostava de assistir.

Eu sou assim, um poço de emoções baralhadas. Vou tirando cartas numa tentativa de resoluções, mas não entendas por favor com pressão, são apenas vontades minhas, em que não posso interferir directamente a menos que me deixem.

Desculpa novamente o testamento, mas eu sou assim, e quando mexe também com pormenores da minha vida… estendo-me exageradamente! Aceito que não tenhas paciência para ler tudo! Lol"

 

 

 

 

 Simplesmente histórias de vida...

publicado por Ovelha Negra às 21:00

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