... o local onde grito sem medo, nem censuras...

06
Mai 10

Não podes simplesmente pedir que esqueça. Não podes pedir que não doa. Não podes pedir que acredite sem qualquer dúvida.
São desabafos sim, que não trazem nada de novo, mas são desabafos de algo que me está sempre no peito. Não é atitude de andares a comer mais que uma pessoa que condeno, não é isso, mas sim a atitude de me teres mentido. Eu teria tido uma palavra a dizer, teria dito não quero mais e afastar-me-ia. Tinha esse direito que não me foi concedido. E se realmente sentisses com certeza que eu não tinha nada a ver com a tua vida, não me tinhas mentido repetidas vezes. Tu és a mesma pessoa, és tu numa continuação, não outro qualquer.
Sou românticulo-ridicula, sabemos bem, queria uma história de amor. Queria acreditar na diferença de ser única, de ser especial. E não de apenas mais uma que apenas viveu o mesmo que as outras todas. 
Não vou conseguir esquecer, nunca vou, porque eu sou assim, vivo a vida mas não esqueço as mágoas.
Não foste apenas mais um, foste O tal. Não gosto quando falas comigo como se eu estivesse errada, como se eu tivesse alguma responsabilidade em tudo o que se passou. Se calhar até tive, deixe-me levar como me pedias, tempo demais. Devia ter posto um ponto final há precisamente 3 anos na altura da primeira msg. Devia sim. Hoje não me doía nada, teria seguido sem estes fantasmas que me seguem para todo o lado.
E depois, a mais que isto tudo, há a história da pressão. Não, isso eu não consigo aceitar. Porque deste sempre, e toda esta história é a prova, eu fui-me deixando levar pelo que querias e quando querias. Fomos fazendo as coisas à tua medida, quando decidias estar na hora. Acredita, muitas vezes apeteceu-me pressionar-te, dizer-te que queria isto ou aquilo de ti, que queria fazer isto ou aquilo contigo. Tenho feito? Não. Limito-me a repetir a mim mesma que não quero certas coisas até acreditar nelas para não tas dizer.
Nós estamos construídos em cima de uma farsa, e é tão frágil que se nota logo o afastamento quando alguma coisa falha.
Eu não quero mais disto, não quero viver mais isto. Quero apenas a felicidade e a certeza do meu lado. Apenas isso. Quero olhar para a pessoa com quem me deito todos os dias, e ter a certeza que me deitarei para o resto dos meus dias. Ter a certeza que me ama, que me quer e que quererá. que não sofre pressões, porque simplesmente quer o mesmo que eu, nos quer um ao outro. E isto sabemos bem que não acontece. Vivemos a medo no meio de uma relação sem inicio bem definido (e acredita caramba, este pormenor tem toda, mas mesmo toda a importância e relevância).

publicado por Ovelha Negra às 15:29

A merda é que o teu sorriso parvo continua a desorientar-me. Não te quero ver, não te quero falar, não te quero cheirar, não te quero sentir. Mas ontem, enquanto não queria isto tudo, e entras-te com o teu pijama ridiculo na cozinha, durante uma reunião que estava a ter com o meu melhor amigo, e enquanto justificavas o igualmente ridiculo de congelares o leite e as proteínas e bla, bla, bla, sorriste. Com aquele sorriso infantil que tens e que sabes bem que me tiras do sério1

Merda para esta treta do amor, que nos impede muitas vezes de tomar as decisões certas e coesas para a nossa vida!

Olha merda, porque não te quero te garanto, mas esse sorrido não me sai do pensamento. E depois sabes qual é o resultado? Lágrimas e mais lágrimas que me trazem a gaita da  dor de cabeça!

Será que podias desaparecer do meu mundo, assim de fininho, e levavas contigo todas as recordações que deixas-te? Será pedir muito uma formatação à minha memória e recordar-te apenas como aquilo que foste durante 10 anos? Será?

Bolas, que já me fizeram falar mal!

 

 

publicado por Ovelha Negra às 11:37

Segunda noite no sofá. Segundo dia em que apenas trocámos uns grunhidos sem sentido. Apenas por ser inevitável cruzarmo-nos no mesmo espaço. Apenas porque estava cá mais alguém, e se decidiu desnecessáriamente a ter uma conversa, quando podia muito bem não estar.

Vamos para o terceiro dia, terceira noite...

Hoje a minha avó faz anos, a familia vai jantar fora. Ainda não lhe disse. Não o quero lá, e quero começar a afastá-lo dos meus.

Ontem perguntavam-me se levava a minha cara metade a um jantar no sábado. Não levo, não pergunta óbvia, quando fui eu que referi que gostava de o levar de vez em quando, mas só sou eu, daquele lado não surgem os convites).

Cada diz mais triste é como me sinto. Já me doem os olhos de tanto chorar, de tanto soluçar sem conseguir parar.

Acho que vou começar a ter umas dores de cabeça bem chatas de manhã à noite, a acompanhar esta dor tão forte no peito.

Enfim, hoje sonhei com ele, sonhei que erámos felizes. Sonhei que ainda me fazia sorrir. Depois acabou o sonho, e percebi que no fundo a felicidade consegue ser bem utópica.

De vez, acho que já demos tudo o que tinhamos a dar, e que sem dúvida que ficou muito por dar. Mas na verdade, nem eu quero este fantasma que persiste na minha relação, nem eu quero ser a pessoa que faz pressão para a relação avançar! (isto porque agora me lembrei que quem puxa assuntos sérios para cima da mesa era sempre eu).

 

Ele ontem também não puxou conversa, não me procurou. Ontem deixámos passar por nós mais um dia. Ontem acabou. Ontem percebi mais um bocadinho que se calhar já não estamos juntos...

publicado por Ovelha Negra às 08:53
sinto-me: muito triste

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