... o local onde grito sem medo, nem censuras...

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Mai 10

Ora então...
 
Bem malta, ontem quando cheguei a casa, com uma cabeça que não entrava na porta, sentei-me em frente à tv com a minha mega taça a pensar nisto de quem vai e quem fica.
Bem, terei que começar por dizer que me deixa triste a J. não estar, assim como me deixa triste a S. ir. Se calhar não sou a melhor pessoa para manifestar isto, porque tenho sido a que tem estado mais afastada, primeiro por proibição da mãe (lol, curioso né?), e depois por outros motivos, como de trabalho por exemplo. E não posso deixar de ficar irritada, quando finalmente mando na minha vida para fazer o que quero e quando quero e com quem quero, e vocês põem-se todas a dispersar. Eu consigo compreender as vossas razões (J., apesar de afastada, quando conversámos cheguei mesmo ao ponto da questão não cheguei?). Assim como desconfio das razões da S., que me parece que cá não passam pelo namorado (apesar de nunca termos falado sobre isto bem a sério).
Disse compreendo, mas não concordo. Não digo com isto que acho que não devem ir, nada disso, cada um orienta a sua vida como lhe faz mais sentido. Eu é que não entendo, porque eu gosto dos meus. Eu tenho um grande problema... não sou de todo ambiciosa. Não quero ser rica e ter um vasto império. Quero simplesmente trabalhar no que adoro, e isso sim faz-me realizada. Quero poder estar junto dos meus, ir beber um café, ficar a conversar até altas horas da noite, fumar umas cenas que fazem rir e recordar vezes e vezes sem conta o passado. Sou super repetitiva né? Mas já repararam que somos todas? Porque são esses momentos que nos fazem viver e rir, rir muito! E toda a gente sabe que rir faz bem à saúde! E cada vez que há um momento em que recordamos o passado, e nos rimos que nem umas perdidas pelo que se passou, esse momento tona-se em mais um para ser falado no futuro. E sabem o que me assusta? É perder estes momentos!
É certo (e repetindo-me), que eu fui a que estive mais afastada, e lembro-me de aqui há uns anos, não há muitos mas há alguns (e isto assusta-me pdi que já falamos em anos!), dizer que não me arrependia de nada do que tinha feito, que a minha vida era aquilo que eu tinha escolhido. Pois bem, a idade sem dúvida traz maturidade, e hoje, olho para trás e se tivesse oportunidade mudaria algumas coisinhas, nomeadamente o tempo que passei convosco. É certo que a minha vida não seria hoje o que é, e eu gosto bastante da vida que tenho hoje, mas com os momentos bons a diminuirem no meio de amigas, teria muit mais para recordar e sorrir!
Todas temos passado alguns momentos menos bons, longe de nós próprias. Todas nós temos tomado decisões em determinadas alturas da nossa vida que ditou o afastamento. Mas nesta altura, tenho que partilhar convosco que tenho gostado muito de estar convosco. Que é isto que é importante, é aconteça o que acontecer há um porto seguro (J., não fazes ideia como tenho sentido a tua falta nestes dias, porque sim, porque há o teu lugar por ocupar!).
E pronto, a minha conversa já vai longa, e provavelmente há quem tenha ficado pela segunda linha, mas eu sou assim, uma desbocada da minha vida como dizem, ou então confiei simplesmente em vocês, porque em muitas alturas precisei de um colinho e tive que o procurar, e se não dissesse onde me doía, vocês não podiam ajudar. Acreditem, tenho muita pena de não vos ter contado muito mais!
Resta-me dizer, que no fundo espero que vocês voltem as duas (J. e S.), que espero que se encontrem, que definam enquanto pessoas e que voltem (deixemme ser egoista) para ao pé de mim. Desculpem não compreender essas vossas opções, mas a mim não me faz sentido estar longe dos meus, ainda que isso resulte num bruta ordenarão. A minha falta de ambição, leva-me a achar que qualidade de vida é poder estar sempre próximo dos nossos, é poder correr para eles quando o dia correu mal, seja porque razão for (e acreditem, já passei uns maus bocados por falta dinheiro... faltou-me dizer-vos isto, como tantas outras coisas), poder ter à volta os meus especiais, é a melhor qualidade de vida (para mim claro!).
Pronto minhas lindas, e agora por fim bora marcar um jantar! Vá cá em casa, antes da S. se ir embora, antes (ou depois) do aniversário dela, para ser o grupinho feminino (já que não estou cá nesse fim-de-sema porque vou para a Madeira- ó S. desculpa... eu sabia que me estava a falhar algo nesse fim-de-semana). Ponho-vos à vontade de convidar a A., vocês sabem que nunca a incluo, não é por ter algum problema com ela, é por ter percebido que ela tinha um problema comigo, que de qualquer das formas não sei qual é, mas nós não podemos gostar de toda a gente e eu sou uma pessoa muito dificil de gostar... de qualquer das formas, nunca a convido não é por não a querer cá, é por achar que ela não quererá estar, apenas e só por isso. Logo, claro que podem falar com ela, apesar de agora andar a braços com as fraldas!
E outras coisa, miúdas, de 9 a 12 de Junho vamos para Albufeira! Quem pode, quem quer e quem vai? Vá bora lá! Perto da praia, perto dos bares, perto do Verão e perto das amigas! Bora!
 
Beijinhos grandes para todas, e esta era se calhar a melhor maneira deste desabafo!

publicado por Ovelha Negra às 13:19
sinto-me: nostálgica

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