... o local onde grito sem medo, nem censuras...

01
Set 10

Não sei se é possível fazer reclamações das juntas de freguesia ou não. Aliás, nunca me preocupei a procurar o livrinho! E também, não sou conhecedora de politica e das leis que a regem (claro que constatemente me questiono se há leis!). No entanto, após observar com o que me deparei há pouco, pareceu-me pouco sensato não lhe escrever para relatar.

O meu namorado (que carinhosamente gosto de chamar de senhor que mora lá em casa, mas que isso não interessa nada ao senhor como é óbvio), saiu de casa por volta das 8h da manhã, e pouco depois disso enviou-me uma mensagem a dizer que caso tivesse oportunidade que fosse fotografar o acidente que estava no cimo da Avenida dos Bons Amigos, mesmo junto à estátua do Bombeiro (conhece? é na sua freguesia!). Não tive oportunidade de logo passar lá, estava ocupada (com coisas que também não interessarão ao senhor), mas no entanto, quando lá passei perto das 12h45, os três carros acidentados ainda lá se encontravam. Ora, pensei para mim se ninguém poderia retirá-los, até porque um deles está em cima do passeio, sim do passeio, obrigando as pessoas a passarem pela estrada naquele local. Não sei, uma qualquer autoridade. Mas como lhe disse, eu de leis percebo muito pouco, logo, nem sei que autoridade. Mas deve haver não deve? O senhor certamente sabe e poderia esclarecer-me. Sabe que tive mesmo para tirar uma foto, só para lha pôr aqui, mas depois estava sem bateria no telemóvel o que foi chato. Assim não lhe consigo explicar bem como está a avenida naquele local. Há peças ainda no meio da estrada. Aconselho-o a passar lá, pois certamente a arrumação ainda será a mesma.

 

Bem, esta carta de reclamação ficaria por aqui, se não fosse eu entrar na minha rua, logo a seguir a esta ocorrência, e ter reparado na fatia de alcatrão que falta na estrada.

Vou tentar explicar-me melhor. A SMAS, aquela empresa das águas de Sintra, aparentemente encontrou problemas na canalização da minha rua. O que foi óptimo, porque eu que nunca tinha tido problemas de falta de água em casa, passei uns bons dias a beber água com poeiras. Isto quando havia água! Mas essas entidades também certamente sabem o que fazem. Bem, a questão nem é essa, porque o mais provável é dizer-me que com as obras da SMAS nada tem a ver, isso é com eles, claro é sempre com alguém que não aquele a quem nos dirigimos. Mas adiante. O que quero frizar aqui, é que acabou o alcatrão aos senhores das obras! Sim, alcatroaram a parte da estrada que tinham partido, chegaram ali bem perto do fim da rua e... Buraco! Eu não entendo, o senhor presidente por acaso não lhes podia emprestar um bocadinho de alcatrão? É porque assim não faz sentido. Se bem, que na verdade, eu compreendo a falta de brio dos senhores. Aquela rua está toda esburacada, aos altos e baixos, e no rali que temos que fazer para nos desviarmos das irregularidades da estrada, ainda temos que nos desviar dos carros que estacionam numa das faixas. A mim faz-me pouco sentido, até porque muito perto há estacionamento, mas vá-se lá perceber aquelas pessoas que querem lugar à porta. Mas seria possível fazer algo em relação a isso? É que sabe, em Agualva até que há trânsito, e é tão chato ter que demorar tanto por causa de quem estaciona no sítio errado! Certamente este assunto também não será consigo. Com a polícia talvez? É que há multas tão estúpidas, que estas até faziam sentido. Ganhavam-se uns trocos para o país e a estrada passava a ser isso mesmo, uma estrada para circular!

 

Bem, devo confessar que até posso tentar compreender os carros mal estacionados, porque ainda bem que o meu prédio tem parqueamento. Assim que cheguei ao cimo da rua, pensando que ia sair de novo, ponderei deixar o carro na rua. Depois, sabe, está calor, e preferi estacionar no parqueamento. Mas na verdade, não tinha muitas opções de estacionar por ali. O senhor aqui há uns tempos, quase sou capaz de apostar em altura de eleições, mandou construir um jardinzinho à frente do meu prédio. E com estacionamentos! Mas depois, e sem eu conseguir perceber porquê (já lhe disse que de politiquices percebo pouco), não só o estacionamento ficou vedado a ganhar ervas daninhas (seria esse o objectivo? deixar crescer a flora natural?), como todo aquele espaço que podia ser tão agradável, está assim semelhante a um qualquer sítio em obras. Mas na verdade, elas não estão a ocorrer. Ah, e escusado será dizer que o espaço está fechado, se bem que se deram cabo de umas redes e há quem lá passeie alegremente os cães! Alguém que aproveite, pois sou capaz de apostar que o meu dinheiro de contribuinte pagou aquele espaço que não se usa. Ou não? se calhar estou enganada (como acredito, disto não percebo), e foi oferta do senhor presidente aos fregueses, mas acabou-se-lhe o dinheiro foi? Olhe que fazíamos todos uma vaquinha!

 

Bem, senhor presidente, eu só queria ajudá-lo, visto que deve estar cheio de trabalho para manter a freguesia, mas olhe que há coisas muito fáceis! Ou então sou eu, que só tenho que viver aqui!

Pode ser que um dia destes tenha oportunidade de me voltar a cruzar consigo, naquele cafézinho simpático com esplanada ao pé dos bombeiros, e possa ter esta conversa agradável consigo. Claro que não quero interromper as suas conversas com os seus compatriotas presidentes das outras juntas, mas no fundo, sou eu que lhe pago não sou? Então concedo-me a mim mesma esse direito!

 

Desculpe lá esta conversa toda, mais  a repetição agudizante que não percebo nada desta coisas, mas isto lá está, não há nada como perguntar a quem percebe.

 

Sem mais nenhum assunto, atenciosamente,

 

VN

publicado por Ovelha Negra às 13:10
sinto-me: freguese

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