... o local onde grito sem medo, nem censuras...

22
Abr 10

Hoje propus-me a escrever sobre a minha primeira relação, vá, digamos a sério!

Todos os beijinhos para trás, acabaram por não ter assim tanta importância!

 

Tinha 13 anos e andava no 8º ano quando conheci o P.

Ele com mais um ano que eu, no mesmo ano de escolaridade devido ao chumbo.

 

Estávamos em Fevereiro. Altura de Carnaval, bom tempo e muitos balões de água. O Carnaval de 1997 ficaria marcado.

Conheci-o no meio das brincadeiras estúpidas de despejarmos balões de água uns em cima dos outros (ou nos rabos dos outros, como ele fez).

Não é um rapaz bonito, nunca foi. Corpo desinteressante com o peso a mais que ostentava a par com o jeito desmazelado com que caminhava. Enfim, nada de interessante neste rapaz.

Mas ele viu algo em mim.

Como boas crianças que éramos, pediu para me conhecer (lembram-se de isto acontecer, e ser sempre tão ridiculo?).

Lá acedi, olá como estás, beijinho, beijinho e adeus, que na verdade tenho mais que fazer!

 

Vou saltar alguns pormenores chatos das tentativas desesperadas do P. conseguir começar a namorar comigo. Andou 3 meses nisto! Acabei por perder a conta às vezes que me pediu namoro, com outras tantas a negar.

Em Maio acabei por ceder. As tentativas e demonstrações eram várias, e apesar de não existir atracção física, ele começava a cativar-me, e eu deixei-me levar.

 

Vou voltar a saltar pormenores da relação, mas refiro que hoje quando penso nela, tenho dúvidas se existiu paixão/amor. Sim, eu sei que são diferentes, e no fundo, acho que o que senti pelo P. (e que provavelmente ainda sinto hoje) foi um grande amor. A paixão essa não consigo recordar. E mesmo quando vou ao baú das recordações, e procuro cartas trocadas, vejo linhas que lhes escrevi, surpresas e etc, penso que tive que estar muito apaixonada... mas hoje não consigo recordar esse sentimento e por isso o ponho em causa.

Mas hoje já tive outras paixões e outros amores, e sei ver bem a diferença.

 

Eu e o P. namorámos 6 anos e 8 meses. Um namoro que teve um ponto final posto por ele, quando no fundo só me queria assustar, que gritasse que o queria, e eu como não queria, aceitei (de bom grado) este fim. Na verdade eu estava apaixonada por outra pessoa. E era essa outra pessoa que eu queria. Mas eu já tinha tentado com ele, e com o P., eu sabia que tinha o amor certo. Sabia o que esperar, com o que contar. Sabia que era a prioridade número dele. E a minha baixa auto-estima, a minha fraca confiança em mim mesma, e a necessidade enorme de ser o mundo de alguém, fez com que me deixasse estar com o P., pois daí, sabia bem o que teria.

 

Dois anos e meio antes do fim definitivo, eu apaixonei-me pelo B.

Era novo, era fogo, era uma paixão assoladora, associada sem dúvida a muita tesão.

Era aquilo que não tinha com o P.

E foi rápido, muito rápido enquanto percebi que era aquele desafio que eu queria.

Acabei com o P. Corri e assumi o risco, sabendo que estaria a deitar por terra a vidinha perfeita que tinha construído até ali. O homem perfeito, na familia perfeita, na relação perfeita.

Durante cerca de 3 meses vivi a paixão intensa. Deixei que o P. continuasse atrás de mim, fazia sentir-me bem aquelas tentativas do querer-me, continuava a fazer-me sentir no top.

Esta relação/relacionamento acabou por ter um ponto final. Aos 17 anos afinal sabemos muito pouco da vida e dos amores (mas isto é outro post e outra relação).

Deixada por um, corri para os braços do P. E ele estava lá. Simplesmente eu era para ele a mulher da vida dele. E após ter sido deixado porque me tinha apaixonado por outro, após ter estado com o outro enquanto o mesmo me permitiu, assim que fui deixada corri para ele.

Precisava de alguém, precisava de mimo, de carinho, no fundo de amor! E era isto que o P. me dava tão bem, amor!

Foi aqui que comecei a perceber a diferença. O amor pode ser unilateral. Podemos amar, ou sermos amados por alguém sem ser recíproco. No entanto, o pleno, é quando há uma junção de paixão e amor! É pleno, é quando a paixão não passa!

 

Está provado que a paixão dura em média 9 meses, é fácil perceber que é muito mais que isso quando não passa, quando os momentos continuam a sere, como diz o termo, apaixonantes.

 

A minha relação com o P. não foi apaixonante. Mas foi de amor sim! Fui muito bem tratada, como uma princesa!

Senti-me durante praticamente 7 anos, como o centro da vida de alguém!

Tudo o que ele fazia era para mim, dizia ás vezes nem saber respirar quando não me tinha por perto, criou uma certa dependência de mim, e sem dúvida que foi ele quem sofreu com a separação.

 

Poucos meses depois do fim deste namoro, o P. começou a namorar com outra rapariga. E eu fiquei absolutamente feliz! Porque eu também amava o P., e só lhe queria ver a felicidade estampada no cara, no olhar, e eu nunca lhe poderia oferecer isso, pois não estava apaixonada.

 

Este arrastar de uma relação durou anos! Devia ter sido um namoro de 2/3 anos. Daí para a frente foi o meu comodismo de saber ter ali alguém, que em nada me era semelhante, que em pouco me era interessante mas simplesmente me tratava como uma diva.

 

O primeiro ponto final quando aparaceu outro, quando me apaixonei por outra pessoa, devia ter sido o definitivo. Aprendi que quando se termina um namoro, voltar para ele passados uns meses (por vezes anos) é um disparate. A teoria de não funcionou, mas funciona agora, está comprovada em vários casais que não funciona. Mas nós queremos acreditar que sim. Fazemos de tudo para que funcione, para termos a relação perfeita que tanto desejamos. Por vezes porque aquele foi o nosso único e primeiro amor! Será?

Todos somos diferentes é certo, no meu caso, deixei-me estar, deixei-me levar. E com isso, sem que me apercebesse, magoei mais que muito o P. e ele não merecia de todo!

Devia ter podido ter seguido a sua vida mais cedo. Acabei por prendê-lo...

 

Hoje ele está feliz, a ver quintas para o casamento, como fizémos bem em seguirmos caminhos diferentes!

publicado por Ovelha Negra às 22:36
sinto-me: recordante

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