... o local onde grito sem medo, nem censuras...

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Jan 09

 

4/Jul 12:40
 
 
Queria um convite para jantar... um convite para uma noite romântica. Um convite para um jantar com direito a cinema. Queria o teu tempo. Queria ter a importância tal de ser prioridade. Queria-te agora que dava. Queria sentir-te e não ouvir que um dia hei-de querer não sei o quê. O não sei o quê e o hei-de querer não combinam. Preciso de sentir-te agora. Preciso desse querer preso nas palavras que não se transformam em actos... Precisava desse convite já! Antes de ir... Preciso de momentos a dois, com amor doce sim, com os corpos nus enrolados no prazer um do outro... Na procura e evidências óbvias do me agrado, te agrado enquanto nos perdemos um no outro. Mas era mais... era mais longe que o encontro na nossa cama... eram os momentos de rir, de despreocupação, momentos mágicos como aquela manhã! Mais manhãs, em que o sexo passa para segunda plano, e o fazer amor se põe em prática! Não, não é namorar, no nosso caso é amizar! Preciso de uma dedicação... Agora preciso a sério, uma dedicação extrema e tua... Para mim... Porque és demais, te amo em tudo, bem, quase tudo... Mas preciso-te... muito! Estou descrente, quero-te, mas não te quero, apeteces-me mas não sei. Criei dúvidas em mim, ou terás sido tu a criá-las em mim?... Já não quero dúvidas, quero certezas, dá-me certezas! Melhor, mostra-me certezas. Prova-me esse amo-te sentido que me partilhas. Quero-te muito, quero-te já, quero-te sem medo, quero que me queiras... Agora... agora bebé. Já não relembro fantasmas, os filmes de terror são criações do homem, são deixados em telas, que assustam apenas os mais medrosos na companhia de uma balde de pipocas. São outros medos agora. Medo do sentir, do sentir em vão. Medo da espera que já não se quer... medo do sério, a assunção disto. E isto define-se por amor. O nosso, tão perfeito, tão inocentemente criado. Crescido na melhor base. No meio de mimos na mostra de fotos, com recordações de sandes de fiambre e café com baratas às 6h da manhã! Há melhor? Há melhor que 8 anos de conhecimento, de vais aos meus anos? De, bebemos café? De, e a nossa bebedeira? De, já não te via há tanto tempo como estás? De, preciso de uma amigo... e estives-te! Há melhor? É perfeito! Mas os medos... Segura-me no teu colo, põe a tua mão à minha volta, diz mais vezes que me amas a olhar-me nos olhos... com um convite para dançar... é para quando? Quero o quarto cheio de velas, quero me peças para vestir algo sexy, que mesmo que não aches me chames gostosa... Preciso de um convite de fim-de-semana a dois. Num sítio escolhido por nós, para amizar... faz falta bebé, faz falta ao nós... Não te quero certo, é bom conquistar-te, mas quero certezas! E adoro adormecer no teu colo, adoro acordar com os pés entrelaçados, adoro amar-te! Mas não é mau pensar no porquê? Diz-me meu amigo, porque razão o faço, quando tenho este sentimento de perda? Queria que entendesses, queria que percebesses que quando digo coisas não quero ser má, não te quero magoar, são defesas, para não doer tanto nem sei o quê! Medos desconhecidos! Apoia-me! Fica ao meu lado, dá-me a segurança que me levaram quando a dedicação foi igualmente forte e me deixaram apenas o olhar vazio... Cuida de mim! Traz-me também o leite a cama, diz-me bom dia, boa noite, tou a pensar em ti... É a dança que falta, o convite para jantar, a ida ao cinema, as velas no chão do quarto...
publicado por Ovelha Negra às 21:55

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