... o local onde grito sem medo, nem censuras...

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Out 10

Precisamos de ter uma conversa séria, e novamente e como sempre inicio-a eu.

Quero falar-te sobre casamento.

Vou-te dizer o que penso sobre isto, e na verdade também o que já pensei.

Como (acho eu) quase todas as meninas, há determinada altura da vida em que sonhei com o dia do casamento. Muitas vezes sem o sentido de matrimónio, mas principalmente por ser o dia da princesa. e é bem verdade, em determinada altura desejei-o muito. Depois mantive esta ideia ao longo dos anos em que namorei com o P. Tinha data marcada, mas na verdade era mais uma vez ilusão de meninos. Entretanto este namoro findou, e na verdade a minha visão do casamento e da sua pertinência também mudou.

Saltando os pormenores da minha que tão bem sabes, chegas-te tu.

Durante o tempo que estamos juntos, tenho-me tentado convencer que não quero casar. Que o casamento não é necessário, não traz nada a uma relação. Esta minhap postura não responde de longe àquilo e à forma como o vejo.

Na verdade o casamento é para mim muito importante e significativo. Não pela festa, mas pelo o significado.

Para mim o casamento é a assumpção da ligação entre duas pessoas. É o deixar claro todas as circunstãncias (e seguranças) de uma vida a dois. Não, não é para mim o mesmo viver junto ou casar, na verdade (e porque a lei também assim o diz) é muito diferente (sem qualquer parecença na realidade).

E há também a parte religiosa. Sim, para mim faz sentido e é importante. Não discuto crenças e opiniões, para mim é importante o sim perante Deus.

Agora vem a nossa parte.

Não sei qual é a tua visão, não consigo ler-te nesse aspecto, e confesso, tenho medo de te perguntar. Mas na verdade, acho que é só mais uma situação em que tens medo de tomar uma decisão (como em tudo na tua vida).

Nunca falámos a sério sobre isto, mas já conversámos algumas vezes. Já te disse que o tempo para o casamento já passou. Tentei explicar-te, mas será que percebes-te?

A razão é simples, eu amo-te, muito, e apesar de tudo (e entenda-se este tudo como MUUUUUUUUUUUITA coisa), já te escolhi para a minha vida. És tu que escolhi para meu companheiro, és tu que escolhi partilhar a minha vida e os meus, é contigo que tenciono um dia ter filhos. Sim, este assunto já foi por nós conversado e esse sim é uma assunpção nossa. É um com o outro que vamos ter filhos. Vamos os dois construir a mesma familia!

Ás vezes referimo-nos aos dois como uma familia, uma nova familia que já decidimos constituir.

É por isto tudo, que o casamento já fez sentido. Sim, esse pensamento já esteve na minha cabeça.

É agora que fazia sentido. Era agora porque sim.

Como já te disse, há alturas da vida em que temos que tomar decisões, em que temos que sre claras nas mesmas para que a vida se resolva!

Logo, não sendo agora, que sentido faz daqui a uns anos (e vão-se lá saber quantos), fazer umas festa de casamento, e principalmente os votos! É que para mim é disso que se trata, de troca de votos! Ao fim de uns anos, esses mesmos votos estão assumidos perante todos, logo, não há necessidade de uns apregoar a todos. É isto percebes?

 

Pronto, um dia tenho vontade coragem, de ter esta conversa séria só para te poder explicar´. Só para isso.

publicado por Ovelha Negra às 22:01

Não escreves como se fosse um capricho, mas sim um desejo sincero teu, portanto FORÇA... muita força e coragem para essa conversa!
A relação é a dois, e se a pertinência de um casamento para ti é tão elevada, então toda a força para que entrem num consenso, até porque decisões, mesmo que por muito difíceis que sejam de ser tomadas, têm de acontecer. Nem que seja para acalmares um pouco o teu coração.
E isso de seres tu a começar as conversas sérias, deixa lá... todas as mulheres o são!
Desculpa ser intrometida...
Boa sorte e animo!
maluca a 24 de Outubro de 2010 às 23:06

Esta conversa já teve lugar. Muitas vezes até! Se calhar às vezs escondida no meio de outras palavras, e outras de forma bem clara.
Ele quer casar, quer muito, é na verdade um projecto de vida para ele. mas como em tudo na sua vida, não está previsto. E eu, bem, eu tenho a mania estúpida de ter sempre tudo muito bem organizado e definido na minha cabeça. Descobri recentemente, que uma das coisas que mais me custa, e que ainda me faz escorrer lágrimas pela cara, é esta relação nunca ter começada da forma perfeita. E agora que se calhar podia ter, continua a não ter.
E porque, como já referi, já perdeu o sentido, porque o há!

Não sei se é por ser de cedo para o meu sistema, ou se é da minha lerdice natural, mas não percebi bem a última parte do que escreveste.
"E que agora se calhar podia ter, continua a não ter" ter o quê?!
E perder o sentido? o quê, a vossa relação... Como é óbvio, não a vivo, e falar quando se está de fora é sempre mais fácil, mas não poderei concordar! Sim, o começo foi atribulado, e as dificuldades vão sempre aparecendo. há sempre aquilo que te vai deitando por terra, mas a verdade é que não poderás que não tem sentido. Depois de tudo aquilo por que já passaram, acho que cada vez há mais sentido. Cansa, desgasta, mas o sentido, o sentimento enquanto estiver presente é uma realidade.
Claro que podes ter a mania de visualizar e organizar os passos a serem dados, compreendo porque também sou assim, até em demasia, e nada poderá mudar isso.
Agora, em relação a ser o casamento que perderia sentido, e estando vocês em sintonia de que realmente é algo para realizar, é de certa forma, um falso problema colocado por ti. Com o texto transmites a vontade de que fosse agora já, o pedido, e claro, que partisse dele... E é o não acontecimento desse pedido que te abala, estou certa?! Se sim, não poderás dizer que perdeu o sentido apenas porque ainda não está já definido o ano na sua cabeça. Compreendo e concordo a parte em que dizes que a razão de ser do mesmo seria agora, que a vida a dois está a começar, que o seu significado se encontra neste momento, somente acho que é mais uma cedência que, de certa forma, terás que fazer. O aguardar que se estabeleça uma data/momento na sua cabeça em que tal é para acontecer, porque sim, porque é o passo a ser dado, correndo o risco de, infelizmente para ti, poder vir a ser tarde.
Chegarão a um consenso, disso tenho a certeza, terás é de arranjar mais paciência para inquietar a mente.
(que testamento!)
maluca a 12 de Novembro de 2010 às 11:13

Sim, é verdade que sinto que esse pedido já devia ter tido lugar. E para ser sincera, eu própria já o teria feito se ele não fosse machista, e não achasse que essa é a função do homem!
E já perdeu o sentido por várias razões, a primeira é porque não tenho que ceder mais. Desde o inicio que cedo, por isso já chega. E a segunda é porque já lá vão 2 anos. Nesta altura tenho muito claro para mim o que quero, e o significado que para mim tem o casamento, desvanesce-se à medida que mais tempo passa. É só isso. Estou apenas a aprender a viver com isso. E de longe quero ser uma desesperada por um qq pedido. Queria apenas que tudo se passasse que como o sinto.

É este tipo de coisas que gosto de conversar pessoalmente, há sempre algo que escrito não consigo transmitir! Mas percebo-te, no teu caso não iria querer saber de machismos ridiculos e falaria a sério sobre isso, mesmo que fosse sinónimo de acabar com a parte do conto de fadas que é o momento do pedido de casamento!
E a questão de estares farta de ceder, é chato, muito chato, porque de certa forma é como se a relação apenas depende-se de ti, é essa a sensação que se fica, mesmo que não seja verdade!
Complicado, muito complicado... é, diz que é o amor!
maluca a 12 de Novembro de 2010 às 19:18

Não é o não haver o conto de fadas que me deixa triste. Não é mesmo! Nem mesmo de não ser o conto de fadas o casamento. É apenas porque me fazia sentido, só isso.
E não quero voltar a falar nisso, porque não quero pressionar, ou que ele sinta como uma obrigação. Queria que fosse um desejo seu! Até porque conversar sobre o casamento faz-me todo o sentido. Se bem que o pedido romântico é bonito, na verdade o que para mim é consciente é conversar-se sobre isso. E eu já tentei. E não tenho resposta...
Ovelha Negra a 12 de Novembro de 2010 às 23:53

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