... o local onde grito sem medo, nem censuras...

04
Jul 12

Lembro-me de que aqui há poucos anos falva da minha vida como um livro aberto.

Não sei se era por desespero meu, se por necessidade elevada de ser ouvida, mas a verdade é que eu tinha poucos segredos e partilhava-os facilmente com qualquer um.

Não sei se a idade ou a vida me trouxeram alguma estabilidade, mas na verdade eu passei a recolher-me e a falar muito pouco sobre o que me incomoda. Mesmo as pessoas com quem tenho mais confiança se me perguntarem como estou, estou sempre bem, está tudo ok.

Deixei há muito de conversar com o meu marido, limito a fechar-me e normalmente a única reacção é chorar. E sim, é um choro de desespero!

Em relação a ele não sei bem que diga... ele muitas vezes é mau. É isso, é mau. É mau e dói. A sua disponibilidade para se sentar ao meu lado não é muita, e surge por vezes em situação de desespero, porque lhe digo algo directamente...

E sim, nós andamos com problemas. Andamos num carrocel de tanto estamos bem, como estamos mal e sim, eu questiono! Não sei se o faz ou não, pois não conversamos.

Não quero falar sobre isto com as pessoas mais próximas, pois têm os seus próprios problemas, as suas preocupações, bem mais importantes do que eu necessitar de um ombro para chorar.

Sim, queria que por vezes adivinhassem e corressem para mim oferecendo-me colinho, mas não quero interferir nas suas vidas. As coisas vão passando, o tempo vai passando e algumas soluções também aparecem.

Se há algo que muito me incomoda agora? Sim, e muito! Mas também ainda não decidi se quero fazer algo sobre isso agora.

Ás vezes não queria ser forte. Ás vezes queria poder quebrar, chorar, e ser eu a confortada. Ás vezes queria que alguém corresse para mim, ou que simplesmente reparasse que estou ali ao lado a fazer um esforço enorme para que tudo se resolva. Ás vezes queria que percebessem este alternar entre quero e não acredito que se insiste em manter, e que não fossem maus.

E agora vai passar (mais uma vez), só precisava de finalmente escrever isto, sem sentir que estou a fazer queixinhas ou a mandar indirectas. Até porque quem lê ou não faz parte do meu círculo, ou quando ler já passou.

Alivio

publicado por Ovelha Negra às 09:38

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